PROJETO ESCOLA
O USO DA TECNOLOGIA NA APRENDIZAGEM DO LETRAMENTO E ALFABETIZAÇÃO
Reforçando os princípios antes propalados por Vygotsky e Piaget, a aprendizagem se processa em uma relação interativa entre o sujeito e a cultura em que vive. Isso quer dizer que, ao lado dos processos cognitivos de elaboração absolutamente pessoal (ninguém aprende pelo outro), há um contexto que, não só fornece informações específicas ao aprendiz, como também motiva, dá sentido e “concretude” ao aprendido, e ainda condiciona suas possibilidades efetivas de aplicação e uso nas situações vividas. Entre o homem e o saberes próprios de sua cultura, há que se valorizar os inúmeros agentes mediadores da aprendizagem (não só o professor, nem só a escola, embora estes sejam agentes privilegiados pela sistemática pedagogicamente planejada, objetivos e intencionalidade assumida).
Durante muito tempo a alfabetização foi entendida como mera sistematização do “B + A = BA”, isto é, como a aquisição de um código fundado na relação entre fonemas e grafemas. Em uma sociedade constituída em grande parte por analfabetos e marcada por reduzidas práticas de leitura e escrita, a simples consciência fonológica que permitia aos sujeitos associar sons e letras para produzir/interpretar palavras (ou frases curtas) parecia ser suficiente para diferenciar o alfabetizado do analfabeto.
Com o tempo, a superação do analfabetismo em massa e a crescente complexidade de nossas sociedades fazem surgir maiores e mais variadas práticas de uso da língua escrita. Tão fortes são os apelos que o mundo letrado exerce sobre as pessoas que já não lhes basta a capacidade de desenhar letras ou decifrar o código da leitura. Seguindo a mesma trajetória dos países desenvolvidos, o final do século XX impôs a praticamente todos os povos a exigência da língua escrita não mais como meta de conhecimento desejável, mas como verdadeira condição para a sobrevivência e a conquista da cidadania. Foi no contexto das grandes transformações culturais, sociais, políticas, econômicas e tecnológicas que o termo “letramento” surgiu , ampliando o sentido do que tradicionalmente se conhecia por alfabetização (Soares, 2003).
Alfabetização é o processo pelo qual se adquire o domínio de um código e das habilidades de utilizá-lo para ler e escrever, ou seja: o domínio da tecnologia – do conjunto de técnicas – para exercer a arte e ciência da escrita. Ao exercício efetivo e competente da tecnologia da escrita denomina-se Letramento que implica habilidades várias, tais como: capacidade de ler ou escrever para atingir diferentes objetivos (In Ribeiro, 2003, p. 91).
JUSTIFICATIVA
A nossa escola atual propõe o letramento e alfabetização da criança através do contato com uma gama variada de portadores de texto, com destaque especial aos livros de Literatura Infantil, hoje disponibilizados amplamente pela Internet. A criança, ao ficar inserida nesse contexto, amplia seu mundo letrado rico em significados, desenvolvendo-se como cidadão participativo, mais autônomo e mais consciente dos seus direitos e deveres realizando melhor leitura do mundo que a cerca.
MORAN (2000, p.50) defende esses pressupostos ao afirmar que:
É preciso educar para usos democráticos, mais progressistas e participativos das tecnologias, que facilitem a evolução dos indivíduos. Quando a criança chega à escola os processos fundamentais de aprendizagens já estão desenvolvidos de forma significativa. Urge também a educação para as mídias, para compreendê-las, criticá-las e utilizá-las de forma mais abrangente possível. (MORAN, 2000, p.50)
OBJETIVOS GERAIS
Pretende-se com as observações realizadas:
- Analisar os recursos das Novas Tecnologias de Informação e Comunicação ( NTIC) como potencializadores dos processos de alfabetização e letramento de crianças de maneira mais significativa.
- Identificar os elementos geradores de interesse e de criatividade contidos nos recursos, destacando a riqueza de informações e de detalhes (sons e imagens) por eles oferecidos.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Os objetivos específicos aqui apresentados referem-se às possibilidades de apropriação da norma culta, adquiridas pelas crianças quando estas interagirem com o mundo virtual.
Assim espera-se que, por meio dessa pesquisa, possamos:
- Destacar os principais atributos presentes nos recursos de multimídia, que favoreçam a capacidade de memorização das crianças ao interagirem com as histórias infantis neles disponibilizadas.
- Identificar os recursos linguísticos presentes no reconto das histórias pelas crianças, observando se há elevação de sua capacidade de percepção, ao ter sua voz gravada.
- Avaliar a qualidade da construção da escrita e da estrutura textual da história, usando o teclado.
REVISÃO DA LITERATURA
A Alfabetização, de acordo com SOARES, 1998, é a ação de alfabetizar e tornar o indivíduo capaz de ler e escrever. Quando se fala em crianças, isso ficará muito interessante se essa alfabetização for feita a partir de textos envolventes e motivadores.
Letramento vem da palavra literacy (origem inglesa), que é a condição de ser letrado, educado, que tem a habilidade de ler e escrever, mas que também faz uso competente e frequente da leitura e da escrita. Fica a palavra letramento definida como o resultado da ação de ensinar e aprender as práticas sociais de leitura e escrita e o estado ou condição que adquire um grupo social ou um individuo como consequência de ter-se apropriado da escrita e de suas praticas sociais.
Para FERREIRO:
...percebe-se que o processo de leitura não provém somente da memorização, e sim um conhecimento de natureza conceitual; precisa compreender não só a sua representação, mas sua função social; deve compreender as varias nuances e funcionalidades da leitura; ler por ler, por prazer, para se informar, para criticar, estabelecer relações, para estudar, para entender algo, para escrever de maneira mais autônoma, para conversar, dentre outros. (FERREIRO, l993, p.51)
Nesse contexto é que se faz muito importante valer-se das novas tecnologias para além de incluir a criança nesse novo mundo, que é digital, também possibilitar que essa vá se apropriando da linguagem escrita de maneira rica e prazerosa. Rica em diversidade, contidas nos recursos tecnológicos existentes; e prazerosa, pois é através do lúdico que a criança dessa idade aprende.
Continua FERREIRO afirmando:
...aprende-se mais inventando formas e combinações do que copiando, aprende-se mais tentando produzir junto aos outros uma representação adequada para uma ou várias palavras, do que fazendo sozinho, exercícios de listas de palavras ou letras. (FERREIRO 1995, p.12)
Ler não é somente decodificar convertendo letras em sons, mas tem de passar pela compreensão do que foi lido. Em resumo, é preciso aprender ler, lendo. E a partir de um contexto, ou seja, do que a criança já sabe, ela se posiciona em relação à escrita e o significado desta, conhecendo a correspondência fonográfica, a natureza e o funcionamento alfabético, ampliando-se a prática da leitura. Com isso, será garantido que o tempo todo ocorra operações mentais de análise e síntese.
O uso dos contos da literatura infantil para a alfabetização de crianças é muito importante, pois amplia a imaginação, desenvolve a criatividade e torna-se um caminho atrativo e interessante para o ingresso da criança no mundo letrado.
As histórias geralmente são interessantes e alegres, muitas vezes são acompanhadas de músicas que atuam no desenvolvimento da personalidade da criança. Ao se identificarem com os personagens dos contos, as crianças aprendem as características deles, de acordo com o comportamento apresentado por eles, a diferença entre o bem e o mal, as atitudes corretas e as incorretas. O contato com alguns personagens como lobos e bruxas faz com que a criança vá “exorcizando” seus medos e diminuindo a ansiedade tão característica dessa faixa etária.
De acordo com VYGOTSKY (1991, p.133), ensinar a escrita impõe necessariamente que a escrita seja relevante à vida, que as letras se tornem elementos da vida das crianças, da mesma maneira, por exemplo, a fala.
Isto acontece quando a criança aprecia uma história. Ela solicita aos pais e educadores a repetição da mesma história várias vezes, até que ela decore a história. A linguagem escrita vai adentrando no mundo da criança pela literatura infantil, tornando-se tão normal e corriqueira quanto à linguagem oral. Começando-se com o que a criança gosta, que são as histórias, logo ela irá se interessar em ler o mundo que a cerca e verificar como isso é possível.
Para MORAN (2001 p. 33-34):
Os meios de comunicação, operam imediatamente com o sensível, o concreto, principalmente a imagem em movimento. Combinam a dimensão espacial com sinestésica, onde o ritmo torna-se cada vez mais alucinante. Ao mesmo tempo utilizam a linguagem conceitual, falada e escrita, mais formalizada e racional. Imagem, palavra e musica, integra-se dentro de um contexto comunicacional afetivo, de forte impacto emocional, que facilita e predispõe a aceitar mais facilmente as mensagens. (MORAN, 2001 p. 33-34)
METODOLOGIA
Com o advento das NTIC, mais propriamente do computador, entendemos que ficou muito mais fácil a questão do letramento, tão importante para a nossa cultura. Através delas, ter-se-á acesso a diversos materiais de qualidade e ampla variedade de portadores de texto para apoiar a mediação do professor, tornando-se uma prática pedagógica comum.
O estudo em pauta será desenvolvido através de Pesquisa Qualitativa, observacional participante, com as crianças em sala de aula no que concerne à leitura e escrita de clássicos da literatura infantil aliados ao uso das NTIC.
Para a memorização da criança, serão apresentadas histórias em vídeo e será observada a motivação que esse meio de comunicação oferece. Primeiramente, todos os detalhes serão registrados em desenhos feitos pelas crianças, que constitui seu primeiro registro da realidade, antecedendo a escrita convencional.
Depois serão escolhidos os desenhos que estão mais de acordo com a história apresentada em vídeo. As crianças deverão descrever as cenas, nas quais terão a oportunidade de serem autores e aprender a diferença entre a linguagem que se fala e aquela contida nos livros. Esse texto deverá ser digitado usando um editor de texto, estabelecendo para muitos o primeiro contato com o computador. Depois será impresso e comporá a legenda dos desenhos, constituindo assim a linguagem escrita convencional, apresentada na tela do computador, como que por mágica e registrada através da impressora. As crianças efetuarão a leitura e a cópia do texto de cada cena.
A próxima etapa é a construção das mesmas cenas desenhadas pelas crianças em massa de modelar, em que esses poderão usar toda a sua criatividade na confecção de cada detalhe de personagens e cenários.
Depois das cenas prontas, estas serão fotografadas na presença das crianças e elas verão as cenas no computador, tendo a oportunidade de verificar o produto final de um trabalho que eles construíram manualmente. Essas imagens serão sequenciadas pelo computador, oferecendo às crianças mais uma oportunidade de verificar um recurso tecnológico oferecido pelas NTIC.
O próximo passo será a gravação da história descrita pelas crianças em cima das imagens fotografadas. Depois, essa será gravada em D.V.D. e apresentada às crianças na televisão em que tudo começou, oferecendo a oportunidade de comparação, análise e avaliação de todo o processo.
Ações/
Leituras concernentes à Alfabetização/letramento/NTIC
Elaboração do Problema e levantamento das hipóteses (possíveis soluções) Elaboração do Projeto de pesquisa
Observação prática de um grupo de alunos
Análise de registros em vídeos, fotos, desenhos e observação escrita
Redação do artigo apresentando a pesquisa e os resultados já observados
"A educação é um processo social, é desenvolvimento. Não é a preparação para a vida, é a própria vida."
Lucimara Cristina Villela Teixeira Menin, ou merecidamente Professora Mara, nasceu em Pitangueiras, no dia 15 de março de 1970.
Desde criança era dotada de grande esperteza e vivacidade, tendo iniciado o curso de 1º Grau na EEPG. Newton Espírito Santo Ayres, no município de Osasco e terminado em Pitangueiras , no ano de 1985, na EEPG. Orminda Guimarães Cotrim.
Terminou o curso de 2º Grau na EEPSG. Maurício Montechi.
Vocacionada à arte de ensinar, prestou vestibular para o curso de Letras, e aprovada iniciou o curso no período noturno.
No ano de 1992, a já PROFESSORA MARA, iniciada a realização de seu sonho, começou a ministrar aulas da Língua Portuguesa e Inglesa, na EEPG.Orminda Guimarães Cotrim. Por onde passou deixou saudades!!!.No dia 09 de março de 1994 foi vítima de um aneurisma celebral.
Desde criança era dotada de grande esperteza e vivacidade, tendo iniciado o curso de 1º Grau na EEPG. Newton Espírito Santo Ayres, no município de Osasco e terminado em Pitangueiras , no ano de 1985, na EEPG. Orminda Guimarães Cotrim.
Terminou o curso de 2º Grau na EEPSG. Maurício Montechi.
Vocacionada à arte de ensinar, prestou vestibular para o curso de Letras, e aprovada iniciou o curso no período noturno.
No ano de 1992, a já PROFESSORA MARA, iniciada a realização de seu sonho, começou a ministrar aulas da Língua Portuguesa e Inglesa, na EEPG.Orminda Guimarães Cotrim. Por onde passou deixou saudades!!!.No dia 09 de março de 1994 foi vítima de um aneurisma celebral.
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